terça-feira, 25 de junho de 2013

Torta pascal de camarão


INGREDIENTES

Recheio:
  • 1/2 kg de camarão sete barbas limpo
  • 3 colheres de sopa de molho de tomate
  • 1 cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • Azeite e sal a gosto
  • 1/2 pote de catupiry
  • 1 colher (sopa) de amido de milho dissolvido em 1/2 xícara do caldo do cozimento do camarão
  • 4 colheres (sopa) de azeitona picada
  • 2 colheres de sopa de salsa picada
Massa:
  • 500 g de farinha
  • 100 g de manteiga culinária gelada
  • 1 caixinha de creme de leite pequena gelada
  • Água gelada
  • 1 gema para pincelar

MODO DE PREPARO

    Recheio:
    1. Refogue a cebola picada e o alho em três colheres de sopa de azeite
    2. Coloque o camarão temperado com um pouco de sal
    3. Refogue por 3 minutos ou até estar rosa
    4. Escorra a água formada e a reserve
    5. Misture a azeitona e a salsinha no camarão
    6. Junte o amido ao caldo reservado do camarão e misture ao camarão
    7. Mexa em fogo baixo até engrossar
    8. Desligue e espere esfriar
    Massa:
    1. Misture a farinha com a manteiga gelada picada em cubinhos até que vire uma farofa
    2. Coloque o creme de leite, o sal e vá adiconando água gelada até virar uma bola homogênea de massa
    3. Coloque na geladeira por pelo menos 1 hora dentro de um saco plástico
    4. Abra a massa em uma supefície enfarinhada e forre uma forma untada de 27 cm de diâmetro ou duas menores com fundo falso
    5. Coloque o recheio de camarão, cubra com catrupiry e com outro disco de massa
    6. Feche bem as bordas, pincele gema de ovo e leve ao forno moderado (180ºC) por cerca de 30 minutos ou até dourar

    ESTA RECEITA FICA SHOU

    Charuto de repolho 1 repolho grande 700 g de carne moída de primeira 3 xícaras de arroz cru Cebola picada Alho picado Pimenta picada Caldo de carne em pó Sal a gosto 1 lata de pomarola Mais ou menos 3 a 4 xícaras de água MODO DE PREPARO Separe as folhas do repolho tirando a parte do meio (talo) Coloque as folhas para cozinhar em água fervendo até que elas fiquem moles, reserve Em uma vasilha misture o arroz, a carne moída, a cebola, o alho, o caldo de carne e o sal Amasse bem até que todos os ingredientes estejam bem misturados Abra a folha em uma superfície e coloque a mistura de arroz e carne e enrole como se fosse um rocambole Coloque-os em uma panela um do lado do outro nunca em cima, misture a pomarola com a água e coloque sobre os charutos até que estejam cobertos Deixe cozinhar por mais ou menos 30 minutos sem mexer

    FIZ GOSTEI ESTOU POSTANDO PARA VOÇES

    Pimentao Recheado com Carne Moida RECEITA DE PIMENTÃO RECHEADO COM CARNE MOIDA, UMA DELICIA PARA ACOMPANHAR AQUELE ARROZ BRANQUINHO E SOLTINHO. PIMENTÃO RECHEADO INGREDIENTES: 1/2 kg de carne moída 4 pimentões verdes [tamanho médio] 1/4 xícara (chá) de azeite 3 dentes de alho picados ou amassados 1 cebola grande picada 5 colheres (sopa) de molho de tomate sal e pimenta-do-reino a gosto miolo de 1 pão dormido [ou amanhecido] azeitonas verdes picadas (a gosto) cheiro-verde a gosto 2 ovos cozidos picados MODO DE PREPARAR: 1. Em uma panela, fritar a carne no azeite. 2. Depois de refogar bem, acrescentar o alho, a cebola, o molho de tomate e deixar cozinhar [mexendo para evitar que se formem grumos]. 3. Temperar com sal e pimenta-do-reino. 4. Quando já estiver bem cozida, colocar o miolo de 1 pão dormido [molhado na água, espremido e picado], azeitonas, cheiro-verde e ovos picados. Reservar. 5. Lavar os pimentões. Cortá-los ao meio e retirar as sementes/ partes brancas do interior. 6. Rechear os pimentões com a carne. 7. Colocar em uma travessa, um fio de azeite. Arrumar os pimentões recheados, cobrir com papel alumínio. 8. Levar ao forno alto por 20 minutos.

    VAMOS ECONOMIZAR PARA A LUA DE MEL

    13 dicas para baratear seu casamento e sua festa Veja como fazer a festa caber no seu bolso Texto: Júlia Prado tamanho da letra A- A A+ Foto: Thinkstock Depois de muito tempo juntos, foi decidido que é hora de casar. Para que o grande dia seja especial tanto para os noivos quanto para os convidados, é preciso se programar para que nada dê errado. A primeira coisa a se pensar é o quanto poderão gastar para realizar a festa e quantas pessoas serão convidadas. A partir daí, fazer um pré-orçamento ajuda os noivos a definir e programar os preparativos, estabelecer quais são as prioridades com os gastos e montar uma lista de fornecedores. Veja dicas de cerimonialistas para não extrapolar suas finanças na hora de realizar seu sonho: 1) Escolha uma data que não seja dia festivo, feriado ou que faça parte dos meses de alta temporada (maio, setembro e dezembro). 2) Casamentos durante a semana, aos domingos e de dia saem mais barato. 3) Realize o casamento civil no cartório e não na igreja ou no local da festa. 4) Faça a cerimônia religiosa e a festa no mesmo lugar. 5) Procure uma igreja que realize mais de uma cerimônia por dia, assim, a decoração pode ser dividida com outras noivas. 6) Se tiver poucos convidados, opte por casar em uma capela. 7) Utilize flores da estação na hora de decorar os ambientes. 8) Alugue o vestido de noiva em vez de comprá-lo. 9) Para as noivas que têm habilidades manuais, produzir os convites, as lembrancinhas e os arranjos de mesa são ótimas ideias. 10) Reduza gastos com lembrancinhas optando somente pelos bem-casados. 11) Prefira um DJ a uma banda para animar a festa. 12) Contrate uma empresa que forneça bebidas consignadas, pois ela permite pagar somente por aquilo que foi consumido. 13) O valor do buffet depende do número de convidados. Reduzindo a lista, o gasto será menor. Tags: casamento barato, festa barata

    VARIAS DICAS PARA ORGANIZAR SUA FESTA INFANTIL

    10 dicas para organizar uma festa infantil perfeita 30 Todo mundo quer aprender a organizar uma festa infantil perfeita. Comemorar as datas importantes de sua família é importante e os aniversários dos filhos não fogem disso. Serão momentos que sempre estarão presentes na memória, por isso todos querem que tudo saia perfeitamente do jeito imaginado. Mas como realizar uma festa infantil sem erros? Como sair satisfeita com o resultado? A resposta é simples: um bom planejamento. Foi pensando nisso que separamos para você 10 dicas imperdíveis de como organizar uma festa infantil perfeita. Leia abaixo o que é necessário para que o momento de comemoração de mais um ano dos seus filhos seja ainda mais memorável. Escolha um local apropriado - Está em dúvida entre realizar a festa em casa, em um buffet ou qualquer outro espaço? Pois bem, escolha aquele que não seja só economicamente mais viável, mas que também tenha o que você espera. Geralmente a residência não é uma boa opção para quem planeja uma festa com animação ou uma decoração especifica. Lembre-se que é importante que o espaço possua móveis, cozinha, banheiro e espaço suficiente para os seus convidados se sentirem confortáveis. Defina um bom tema - Palhaços, princesas, super heróis... qual é o tema da festa de seus filhos? É sempre bom escolher um tema que agrade não você, mas seus filhos, em primeiro lugar. Então, qual é o desenho que ele não consegue tirar da cabeça? Esse será o tema e também a decoração da sua festa. Balões, forros de mesa, bonecos... tudo isso vai fazer parte da cenografia da festa. Portanto escolha um tema que você possa extrair o máximo e que faça seus filhos felizes. Destine um tempo para os convites - Você já escolheu o local, certamente já planejou a data e tem também o tema em mente, portanto já está pronta para os convites. É sempre legal que os convites também sigam o tema da festa, por isso faça com que eles sejam personalizados. É importante se certificar que eles também contenham a data, horário e local corretos da festa e que tenham uma mensagem simpática para os seus convidados. Um convite por família é suficiente. Procure comidas adequadas para sua festa - Se você prefere optar por um buffet pode fazer várias degustações até encontrar aquele cardápio perfeito. Mas qual é o estilo de seus convidados e também o seu? É importante não buscar somente se agradar, mas também àqueles que estarão presentes. Lembre-se que festas durante o horário do almoço ou janta devem ter um prato especifico, por exemplo as massas. Já as festas para o período da tarde podem oferecer somente salgadinhos e petiscos para os convidados. Se preocupe com as bebidas - As bebidas são parte fundamental de uma festa, portanto é preciso se preocupar com as escolhas. Refrigerante, suco, água e bebidas alcoólicas (caso os convidados a consumam) devem estar no cardápio. Mas além de se preocupar com o que irá servir, é preciso checar a temperatura das bebidas, afinal ninguém gostar de um refrigerante quente, por exemplo. Por isso é necessário que você tenha um freezer ou geladeira somente para isso. Alguns buffets oferecem esse serviço bem como salões de festas. Não exagere na quantidade dos doces - Primeiro: decida quantos doces serão servidos. O ideal é que seja calculado de seis a sete doces por convidado, incluindo as crianças presentes. O bolo, entretanto, não deve chegar à totalidade do número de convidados, sempre calcule um número inferior de 30 a 40 pessoas. Se achar que convém, tenha também uma mesa de guloseimas com balas, pirulitos, chicletes etc. Atenção na escolha da animação - Se o espaço for suficiente, é sempre interessante ter atrações para distrair as crianças e também os adultos. Por isso, talvez valha a pena investir em uma empresa de animadores para cuidarem das crianças e, para os adultos, quem sabe alguma brincadeira? Claro, somente para aqueles que queiram participar. Lembre-se que é desagradável forçar alguma situação ou até mesmo desligar o som da festa para que haja alguma brincadeira. Escolha boas músicas para o momento - Na maioria das festas infantis as músicas escolhidas são sempre as dedicadas para os baixinhos e acabamos nos esquecendo que os adultos também estão ali para aproveitar um momento agradável. Por isso é importante ter uma boa mistura de gêneros musicais que agradem tanto as crianças como também seus pais. Contrate um fotógrafo profissional - Quer ter essas lembranças para sempre? Nada mais justo do que registrar elas através de fotografias ou até mesmo filmagens. O ideal é contratar uma pessoa somente para esse serviço, já que você estará muito ocupada com outros afazeres. Deixar a responsabilidade com alguém da família também não é o mais indicado. Faça algo de recordação - É sempre bom criar lembrancinhas tanto para as crianças como para os adultos, mas caso não seja viável ou você ache melhor presentear somente as crianças, também é válido. O importante é que elas estejam presentes. Guloseimas, talvez um pequeno joguinho daqueles que você encontra facilmente em lojinhas ou um cartão podem ser as escolhas. Seguindo essas dicas básicas não há como sua festa dar errado. Na verdade, são grandes as chances dela ser um mega sucesso! Então agora é só começar os preparativos para que todos os seus convidados, crianças e adultos, tenham momentos inesquecíveis. G

    GASTRONOMIA BRASILEIRA

    Culinária do Brasil Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Este artigo é parte da temática culinária do Brasil Cozinhas por estado[Expandir] Outros[Expandir] Influências[Expandir] Veja também[Expandir] Esta caixa: visualizar • editar A culinária do Brasil é fruto de uma mistura de ingredientes europeus, indígenas e africanos.1 Muitas das técnicas de preparo e ingredientes são de origem indígena, tendo sofrido adaptações por parte dos escravos e dos portugueses. Esses faziam adaptações dos seus pratos típicos substituindo os ingredientes que faltassem por correspondentes locais. A feijoada, prato típico do país, é um exemplo disso.2 Os escravos trazidos ao Brasil desde fins do século XVI, somaram à culinária nacional elementos como o azeite-de-dendê e o cuscuz. As levas de imigrantes recebidas pelo país entre os séculos XIX e XX, vindos em grande número da Europa, trouxeram algumas novidades ao cardápio nacional e concomitantemente fortaleceu o consumo de diversos ingredientes. A alimentação diária, feita em três refeições, envolve o consumo de café-com-leite, pão, frutas, bolos e doces, no café da manhã, feijão com arroz no almoço, refeição básica do brasileiro, aos quais são somados, por vezes, o macarrão, a carne, a salada e a batata e, no jantar, sopas e também as várias comidas regionais. As bebidas destiladas foram trazidas pelos portugueses ou, como a cachaça, fabricadas na terra. O vinho é também muito consumido, por vezes somado à água e açúcar, na conhecida sangria. A cerveja por sua vez começou a ser consumida em fins do século XVIII e é hoje uma das bebidas alcoólicas mais comuns. Índice [esconder] 1 História 1.1 Indígenas 1.2 Africanos 1.3 Europeus e outros povos 2 Alimentação diária 3 Pratos típicos 3.1 Centro-Oeste 3.2 Norte 3.3 Nordeste 3.4 Sudeste 3.4.1 Feijoada 3.5 Sul 4 Folclore e superstições alimentares 5 Bebidas 6 Queijos 7 Referências 8 Ver também História[editar] Frutas brasileiras por Albert Eckhout. No período colonial os portugueses assimilaram os ingredientes dos nativos da África, Ásia e América para sobreviver em terras estranhas, mas também por curiosidade. No Brasil a produção interna de alimentos era limitada, pois a economia estava toda voltada para a exportação. A atual culinária colonial constituinte das bases culinárias do país pode ser dividida em quatro correntes:3 a do litoral açucareiro; a do norte; a dos Bandeirantes que partiam de Vila de São Paulo do Piratininga; e a quarta, da pecuária. No norte, os habitantes dependiam mais dos conhecimentos indígenas para sobreviver e para a coleta das drogas do sertão e, por isso, sua alimentação incluía pratos e ingredientes como a carne de peixes como o pirarucu, a carne de jacarés, tartarugas — além de seus ovos — e do peixe-boi do qual se fazia também a manteiga, e frutas. Como o terreno próximo a Vila de São Paulo do Piratininga era inadequado ao cultivo da cana de açúcar, a economia voltou-se para o interior, para a procura de ouro, pedras preciosas e apresamento dos indígenas e, por isso, puderam desenvolver-se lavouras de subsistência. O sistema de plantação dos tupis — aonde se cultivam pequenas áreas estratégicas — foi aproveitado pelos viajantes: plantava-se uma área para que houvesse alimento na viagem de volta.4 A própria história influenciou a culinária de cada região. Indígenas[editar] A alimentação indígena tinha como alicerce a mandioca, na forma de farinha e de beijus,5 mas também de frutas, pescado, caça, milho, batata e pirões e, com a chegada dos portugueses, do inhame trazido da África. Todos os povos indígenas conheciam o fogo6 e o utilizavam tanto para o aquecimento e a realização de rituais quanto para preparar os alimentos. As principais formas de preparo da carne eram assá-la em uma panela de barro sobre três pedras (trempe),7 em um forno subterrâneo (biaribi), espetá-la em gravetos pontudos e colocá-la para assar ao fogo — de onde teria vindo o churrasco do Rio Grande do Sul7 8 — colocá-la sobre uma armação de madeira até ficar seca para que assim pudesse ser conservada (moquém) ou algumas vezes cozê-la. No biaribiri colocavam uma camada de folhas grandes em um buraco e sobre elas a carne a ser assada e sobre essa carne ainda, uma camada de folhas e outra de terra, acendendo sobre tudo um fogueira9 de onde teria surgido o modo de preparar o barreado do Paraná.9 Por vezes a carne cozida servia para o preparo de pirões, mistura de farinha de mandioca, água e caldo de carnes. Havia duas formas de prepará-lo, cozido ou escaldado.10 Na primeira, o caldo é misturado com a farinha aos poucos e mexido até ganhar consistência adequada, na segunda, simplesmente misturam-se os dois, resultando em um pirão mais mole. Ao lado da farinha e do beiju, a caça era outra das principais fontes de alimento.11 As principais carnes eram as de mamíferos12 como o porco-do-mato, o queixada, o caititu, a paca, o veado, macacos e a anta, que servia a comparações com o boi, a anta estrangeira.13 Eram preparadas com pele e vísceras, o pêlo queimado pelo fogo e os miúdos, órgãos internos, depois retirados e repartidos.14 Paçoca de amendoim. A pesca, de peixes, moluscos e crustáceos, era realizada com arco a pequenas distâncias, sem haver uma espécie mais apreciada que outras.15 Os maiores eram assados ou moqueados e os menores cozidos sendo o caldo utilizado para fazer pirão.16 Por vezes, secavam os peixes e socavam-nos até fazer uma farinha que podia ser transportada durante viagens e caçadas.16 A paçoca era produzida da mesma maneira, pilando-se a carne com a farinha de mandioca, alimento posteriormente adaptado com castanhas de caju, amendoins e açúcar no lugar da carne e transformado em um doce.17 Para temperar o alimento usavam a pimenta ou uma mistura de pimenta e sal pilada chamada ionquet, inquitaia, juquitaia, ijuqui.18 Sempre era colocado após o preparo e mesmo comido junto com o alimento, colocando-se um naco de comida na boca e em seguida o tempero. O sal era obtido a partir de difíceis processos de secagem da água do mar, em salinas naturais19 — sal mineral — ou a partir da cinza de vegetais. Entre os alimentos líquidos indígenas encontra-se a origem do tacacá, do tucupi, da canjica e da pamonha. O primeiro surge a partir do sumo da mandioca cozida, chamado manipueira, misturado com caldo de peixe ou carne, alho, pimenta e sal20 e o segundo a partir da fervura mais demorada do mesmo sumo. A canjica era uma pasta de milho puro até receber o leite, o açúcar e a canela dos portugueses21 ganhando adaptações de acordo com o preparo, como o mungunzá, nome africano para o milho cozido com leite, e o curau, feito com milho mais grosso.21 A pamonha era um bolo mais grosso de milho ou arroz envolvido em folhas de bananeira.22 Fabricavam também bebidas alucinógenas para reuniões sociais ou religiosas como a jurema no Nordeste.23 Com seus ingredientes e técnicas a culinária indígena formaria a base da culinária brasileira e daria sua autenticidade,8 com a mandioca sendo o ingrediente nacional,8 pois incluído na maioria dos pratos. Africanos[editar] Acarajé. A alimentação cotidiana na África por volta do século XVI incluía arroz, feijão (feijão-fradinho), milhetos, sorgo e cuscuz. A carne era em sua maior parte da caça24 abundante de antílopes, gazelas, búfalos, aves, hipopótamos e elefantes. Pescavam pouco,25 de arpão, rede e arco. Criavam gado ovino, bovino e caprino,26 mas a carne dos animais de criação era em geral destinada ao sacrifício27 e trocas; serviam como reserva monetária.26 Preparavam os alimentos, assando, tostando ou cozendo-o25 e para temperar a comida tinham apreço pelas pimentas,25 mas também utilizavam molhos de óleos vegetais, como o azeite-de-dendê que acompanhavam a maioria dos alimentos.28 O escravo era apresentado aos gêneros brasileiros antes mesmo de deixar a África,29 recebendo uma ração de feijão, milho, aipim, farinha de mandioca e peixes29 para a travessia. A base da alimentação escrava não variava de acordo com a função que fosse exercer, quer fosse nos engenhos, nas minas ou na venda.30 Essa base era a farinha de mandioca. Ela variava mais em função de seu trabalho ser urbano ou rural e de seu proprietário ser rico ou pobre. A alimentação dos escravos nas propriedades ricas incluía canjica, feijão-preto, toucinho, carne-seca, laranjas, bananas, farinha de mandioca e o que conseguisse pescar e caçar; nas pobres era de farinha, laranjas e bananas.31 Nas cidades, a venda de alguns pratos poderia melhorar a alimentação do escravo através dos recursos extras conseguidos.32 Os temperos usados eram o açafrão, o óleo de dendê e o leite de coco. Este último tem sua origem nas Índias33 e seria usado na costa leste da África já no século XVI, sendo trazido para o Brasil aonde é utilizado para regar peixes, mariscos, o arroz-de-coco, o cuscuz, o mungunzá e ainda diversos outras iguarias. Prato apreciado no Brasil atualmente, o cuscuz era conhecido em Portugal e na África antes da chegada dos portugueses ao Brasil.34 Surgido no norte da África, entre os berberes,35 ele podia ser feito de arroz, sorgo, milhetos ou farinha de trigo35 e consumido com frutos do mar. Com o transporte do milho da América ele passou a ser feito principalmente deste. No Brasil é por regra, consumido doce, feito com leite e leite de coco, a não ser o cuscuz paulista, consumido com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes.36 Europeus e outros povos[editar] Quindim. Dos imigrantes chegados ao Brasil do século XIX ao início do século XX, como alemães, italianos, espanhóis, sírio-libaneses, japoneses, foram os alemães e italianos que deixam maiores influências na culinária nacional. Os alemães não muito numerosos, vindos de diferentes regiões da Alemanha e limitados ao Sul e Sudeste do país apenas reforçam o consumo de gêneros já utilizados pelos portugueses37 como a cerveja, a carne salgada, sobretudo de porco, e as batatas.37 Ao mesmo tempo em que mantêm o consumo de alguns gêneros como as salsichas, a mortadela, o toucinho e a cerveja, mostram-se adaptativos substituindo o que lhes falta da terra natal por matérias-primas locais.37 As comidas típicas da Alemanha não se difundem pelo país.37 Os italianos por sua vez, em maior número e mais espalhados pelo território nacional conseguem impor as massas de farinha de trigo e os molhos.38 O macarrão italiano tornou-se alimento complementar,38 ao lado da farofa, do feijão, do arroz e das carnes. Além do macarrão, outras massas italianas foram trazidas como a pizza, o ravioli e a lasanha e outras comidas que não massas como os risottos e a polenta.38 Divulgaram também o sorvete como doce e sobremesa.39 Fortaleceram o gosto pelo queijo, usado em todas as massas,40 tanto que o queijo passa a ser consumido junto com doces e frutas, como com a goiabada, ou sozinho, assado.40 Alimentação diária[editar] Um café da manhã colonial, típico do Brasil. Durante o período colonial, a alimentação da maior parte da população não era muito variada e incluía a farinha de mandioca, feijões e carnes-secas.3 O feijão-preto é de origem sul-americana2 apesar de outras espécies já serem conhecidas na Europa como o feijão-fradinho, a de consumo mais comum em Portugal. O feijão era plantação tipicamente doméstica e sua plantação e colheita estavam a cargo das mulheres, pois os homens ocupavam-se de outras plantações e do gado.2 Ao lado da mandioca na forma de farinha, era, como é até hoje, elemento principal da alimentação diária,2 espalhando-se pelo território nacional acompanhando as migrações populacionais, para o interior do Nordeste com a pecuária, para o Centro-Oeste e Sudeste com o ouro e para o Sul, devido a questões fronteiriças nos séculos XVIII e XIX.2 A dos escravos era composta basicamente de mandioca e milho cozidos ou na forma de farinha, feijões, bananas e laranjas e outras tubérculos. Apenas nos dias festivos havia grande abundância e diversidade de pratos à mesa.8 Sem serem consideradas alimentos,41 as frutas faziam parte do cardápio nacional de diversas formas: ao natural, na forma de doces e na de bebidas, alcoólicas ou não,42 embora o hábito de beber suco seja trazido pelos portugueses, franceses e holandeses.20 Muitas frutas foram trazidas pelos portugueses como a jaca, a manga e o jambo no século XVIII e algumas brasileiras levadas para outras colônias.42 As frutas acompanham os pratos salgados, como a feijoada e as carnes, e preparados,43 influência indígena e africana na alimentação.44 Algumas frutas reservavam-se para a infância45 e muitas superstições envolviam o consumo de outras. Como o alimento não podia ser conservado por muito tempo ao ar livre, os colonos desenvolveram doces em compota e carnes secas e salgadas. Atualmente, no entanto, as frutas são consumidas em sobremesas, sorvetes e vitaminas. Pratos típicos[editar] Brigadeiro, doce típico do Brasil. Bolo de rolo No Brasil, as comidas regionais são muito variadas de Estado para Estado, justamente por sua grande extensão e sua colonização, o que dá uma variedade enorme de ingredientes e sabores. Esta diversidade está diretamente ligada a origem da população que habita cada estado. Por exemplo, a culinária da região de Salvador e Recôncavo baiano é amplamente influenciada pelos sabores africanos, mas também pelos portugueses e indígenas. Os hábitos alimentares variam de região para região de acordo com a história, tanto que é normal desconhecerem-se os quitutes de outras regiões. Assim, no litoral do Nordeste há grande influência africana na culinária, com destaque para o acarajé, vatapá e molho de pimenta; no Norte há uma maior influência indígena, no uso da mandioca e de peixes; no Sudeste há pratos diversos como o feijão tropeiro e angu ligados aos bandeirantes , em Minas Gerais, e a pizza em São Paulo, influência dos imigrantes; e no Sul do país há forte influência da culinária italiana, em pratos como a polenta e também da culinária alemã. O churrasco é típico do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul. Centro-Oeste[editar] A culinária de Mato Grosso tem influências da culinária africana, portuguesa, italiana, síria e com a migração dos últimos anos também de pratos típicos de outras regiões brasileiras. Pratos considerados bem mato-grossenses são: Maria Isabel (carne seca com arroz ) o Pacu assado com farofa de couve, a carne seca com banana-da-terra verde, farofa de banana-da-terra madura além do tradicional churrasco pantaneiro que se desenvolveu pelas longas comitivas de gado no pantanal. O peixe em Mato Grosso é um alimento farto, considerado como o principal nas áreas ribeirinhas. Ele pode ser comido frito, assado ou ensopado, recheado com farinha de mandioca ou servido com pedaços de mandioca. Os peixes de mais prestígio nas mesas locais são: o Pacu, a piraputanga, o bagre, o dourado, a cachara, a geripoca, o pacupeva, o pintado, etc. O povo mato-grossense também aprecia o arroz com pequi, picadinho de carne com quiabo e a carne assada. Há ainda o Guaraná de ralar usado principalmente pelos mais velhos, cujo costume é de tomar pela manhã. Para o café da manhã, vale ainda destacar o Bolo de Arroz e o Bolo de Queijo. Podemos destacar a variedade de doces e licores apreciados pelos mato-grossenses. Temos como os mais famosos o Furrundu (doce feito de mamão e rapadura de cana), o doce de mangaba, o doce de goiaba, o doce de caju em calda, o doce de figo, o doce de abóbora, e outros. Como aperitivo temos o Licor de pequi, Licor de caju, Licor de mangaba, e outros. O pequi é um fruto muito popular na culinária do estado de Goiás, comido geralmente com o arroz ou frango cozido. O Milho tem uma presença forte na culinária goiana. Colhido ainda verde, seus grãos podem ser cozidos na espiga e ingeridos desta forma, ou cortados e refogados. O milho verde é também o ingrediente principal de diversos pratos, como a Pamonha, o Angu e o Cural. Outro prato tradicional de Goiás é o Empadão goiano, uma torta salgada sendo seu recheio composto de ingredientes variados e comuns da região, como o frango, a linguiça suína, o milho verde e outros. São muito apreciados os derivados da carne suína, como a linguiça, o torresmo, a pururuca e a feijoada. A culinária goiana teve e tem forte influência da culinária mineira, mas preserva sua identidade. O estado de Mato Grosso do Sul, recebeu muita influência países vizinhos e também indígena. Deste estado pode-se destacar a culinária de influência boliviana (arroz boliviano, salteña), paraguaia (sopa paraguaia, chipa) e japonesa (sobá, yakisoba). Os pantaneiros tiveram grande influência na culinária também como a carne de caça (Tatu, Jacaré Anta). Também pode-se destacar o uso da mandioca, especialmente no churrasco pantaneiro (com mandioca e carne bovina). Também é muito apreciado o macarrão boiadeiro, uma espécie de sopa com pouco caldo. As bebidas típicas do estado de MS são principalmente o Tereré, que é uma infusão de água gelada e erva-mate servido numa guampa de chifre de boi. Bebida que é oficialmente patrimônio imaterial de Mato Grosso do Sul.46 . Outras bebidas que se destacam são o caldo de piranha (feito um pirão de piranha e coado, tomando-se o líquido. Costuma-se tomar o caldo de piranha em cumbucas bem apimentados. O caldo pode ser engrossado com farinha de mandioca), chimarrão (infusão de água quente e erva-mate servido numa cuia), licor de pequi (bebida doce á base de álcool e pequi), Mate Chimarrão Libra (refrigerante feito de erva-mate que é muito popular na cidade de Corumbá) e sorvete de bocaiuva (sorvete feito da farinha de Bocaiúva). Ver também: Culinária de Mato Grosso do Sul Norte[editar] Os pratos do Norte do Brasil possuem forte influência indígena e portuguesa. Pratos conhecidos incluem: - a maniçoba, popularmente chamada de "feijoada paraense". Prato feito das folhas da mandioca processada, a "maniva", e cozidas por 7 dias e carne de porco, como na feijoada; - o pato no tucupi, feito de tucupi, pato regional e folhas de jambú acompanhado de arroz branco e farinha d'água; - o picadinho de jacaré (prato feito com a carne do jacaré); - o pirarucu de casaca, preparado com farofa (feita de farinha d'água, ou farinha de mandioca), azeitonas, ovos e vinagrete com cheiro-verde; - os pratos com peixes, como com "filhote" (piraíba ainda pequena), pescada amarela, bijú-pirá, tucunaré, entre outros, acompanhados geralmente de arroz branco, farinha d'água e pirão de peixe; - o tacacá (caldo quente, servido na cuia e composto por tucupí, camarões secos, jambú e goma); - o vatapá paraense, feito a base de pão com camarões secos, caldo de camarão e dendê, diferenciando-se do baiano pela ausência de amendoim, castanha-de-cajú, gengibre ou fubá; A maniçoba, o pato no tucupí e o vatapá paraense, são pratos geralmente escolhidos para o almoço do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, o "Natal Paraense". Entre os doces e as miudezas, destacam-se: - o açaí, servido com farinha de tapioca e açúcar ou acompanhado de carne seca ou camarão seco e farinha d'água; - doces de colher feitos com frutas, como o doce de cupuaçú e o doce de bacuri. Estes geralmente são consumidos acompanhados de queijo, que pode ser queijo-cuia; - bolo de macaxeira; - biscoito de castanha-do-pará; - mingaus, como munguzá, mingau de tapioca, mingau de farinh d'água, mingau de banana, entre outros; - tapioquinha; - bijú; - pudins e cremes de açaí ou frutas típicas; - sorvetes de frutas regionais, como os sorvetes da rede Cairú. Ver também: Culinária do Pará Nordeste[editar] Moqueca de origem do Espírito Santos. A culinária nordestina é fortemente influenciada pela suas condições geográficas e econômicas ao longo da história, assim como pela antiga mistura das culturas portuguesa, indígena e africana, iniciada ainda no século XVI. As comidas quase sempre têm como ingredientes produtos vegetais, muitas vezes cultivados pelos índios desde muito antes da colonização portuguesa, carnes de gado bovino e caprino, peixes e frutos do mar, variando bastante de região para região, de acordo com suas características peculiares. Pratos característicos da Região Nordeste incluem a tapioca, o vatapá, a moqueca (ambos com frutos do mar e azeite-de-dendê), o baião de dois (feito de arroz e feijão, com diversas variedades, geralmente incluindo também carne seca, queijo coalho, manteiga da terra ou nata), o acarajé (um bolinho de feijões brancos e cebola fritado no azeite de dendê recheado com camarões, pimenta vermelha, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional como patrimônio imaterial em 2004), o mugunzá (feito de feijão e milho, sendo doce em algumas áreas e, em outras, salgado, com linguiça), caruru (quiabo e castanhas de caju, camarões, pimenta e alho), iguaria de origem indígena adaptado pelos escravos nos engenhos e servido aos orixás8 e o sarapatel. Os pratos tem forte influência africana. Vatapá. Outras comidas tradicionais são a farofa, a paçoca, a canjica, pamonha, a carne-de-sol, a rapadura, a buchada de bode, o queijo coalho, o siquilho, o alfinim, a panelada, a maria-isabel, o carneiro cozido e a galinha à cabidela. Um bolo originário de Pernambuco,8 mas que posteriormente espalhou-se pelo país é o bolo de rolo, feito com farinha de trigo e recheio de goiabada. No Maranhão, desenvolveu-se o cuxá com base em uma erva africana, a vinagreira, recebe ainda o caruru e a língua-de-vaca, outra erva. A influência africana se estende principalmente pela costa de Pernambuco à Bahia. No restante da costa e no interior, há menos influência da culinária africana. Na costa, são comuns os mariscos, e, em toda a região, as frutas tropicais. As mais conhecidas são as mangas, mamões, goiabas, laranjas, maracujás, abacaxis, fruta-do-conde, e cajus (a fruta e a castanha), mas são muito consumidas também frutas menos frequentes, como o cajá, a seriguela, a cajarana, a pitomba e o buriti. O pequi é também comum em algumas partes do Nordeste, como no sul do Ceará, e é usado em comidas regionais. Diversas variedades de doce são comumente produzidas a partir dessas frutas tropicais, assim como mousses e bolos. Ver também: Culinária da Bahia Sudeste[editar] Pão de queijo com café e uma garrafa de cachaça pequena, os produtos típicos de Minas Gerais. Em Minas Gerais, famosa pela denominada cozinha mineira, os pratos regionais incluem milho, carne de porco, queijo minas, o pão de queijo, o feijão tropeiro, angu, o tutu à mineira, elaborado a partir uma pasta de feijão cozido misturado com a farinha de mandioca, guarnecido com ovos cozidos ou fritos, e linguiça frita. Além das quitandas, que são biscoitos a base de polvilho, sequilhos, roscas, o famoso pão-de-queijo, e doces à base de laranja-da-terra, abóbora e mamão. Típico de Minas Gerais é a utilização das panelas feitas de pedra-sabão. No estado de São Paulo uma comida típica é o virado à paulista, o qual é feito com arroz, tutu de feijão (massa de feijão com farinha de mandioca), couve-de-folhas salgada e pedaços de carne de porco. O cuscuz brasileiro, também chamado de cuscuz paulista, também é originario do estado, resultado da mistura de influências africanas e indigenas da região. Na cidade de São Paulo é possível encontrar grande variedade de culinárias, da francesa à chinesa. Uma das iguarias mais tradicionais da cidade é o pastel, originário de São Paulo com influências da culinaria oriental e que hoje é possível encontrar em quase todo o país. A cidade de São Paulo é capital gastronômica de projeção internacional, pois lá existem pratos de diversas regiões do mundo. Os pratos tem principalmente forte influência libanesa, síria, italiana e japonesa. Pastel. O prato local principal no Espírito Santo é a moqueca capixaba (a qual inclui principalmente peixe e tomates), diferente do prato baiano apenas no preparo, pois o último receberia azeite-de-dendê e leite de coco.8 Além de outras comidas saborosas que o Espírito Santo oferece, elaboradas a partir de frutos do mar, que são leves, combinando com o estado, de paisagens leves e bonitas, como a Torta Capixaba, tradicionalmente servida na Semana Santa. Os pratos tem forte influência indígena, como o uso da banana-da-terra. Na cidade do Rio de Janeiro e em outras cidades do estado, se encontram variados tipos de restaurantes, com cardápios nacionais e de influência internacional. No Rio de Janeiro, uma das comidas típicas é a feijoada, preparada com vários tipos de carnes suínas e bovinas, salgadas e embutidos e o feijão preto. Há também o tradicional filé com fritas, um prato a base de batatas-fritas e grandes bifes de filé bovino grelhados, como o Filé à Osvaldo Aranha, acompanhado de farofa, arroz branco e alho frito, e o Picadinho Carioca, que consiste basicamente em carne bovina cortada em filetes, com molho escuro, acompanhada de arroz branco, banana a milanesa, farofa e um ovo poche. No Rio de Janeiro se consomem peixes cozidos acompanhados de pirão, conhecido como Peixada à Brasileira, ou ensopado como a Sopa à Leão Veloso, peixes na brasa ou fritos, muito consumidos nas áreas de banhos de mar, e também frango ou galeto assado na brasa. Os pratos cariocas tem a forte influência africana, indígena e portuguesa. Popularmente é muito consumido o refresco a base de chá mate, servido gelado. Feijoada[editar] Ver artigo principal: Feijoada Feijoada com diversos acompanhamentos: arroz, mandioca frita, torresmo, laranja, caipirinha, entre outros. Ao contrário da já assentada concepção do surgimento do prato nas senzalas, feito a partir das sobras de carne da casa-grande a feijoada teria surgido no século XIX a partir da adaptação do cozido à portuguesa, prato que remonta ao Império Romano e encontra seus semelhantes na Itália, casouela, na França, cassoulet, e na Espanha, Puchero.2 Neste caso, os portugueses acrescentaram ao prato o feijão-preto, pois a mistura de carnes com legumes e feijão era um tabu alimentar para os colonos e, além disso, o rabo, as orelhas e os pés de porco não eram considerados restos e eram muito apreciados na Europa.2 8 Sul[editar] O chimarrão. No Rio Grande do Sul já é tradicional o churrasco, ou seja, carne bovina ou ovina, dispostas em espetos, temperadas basicamente com sal grosso e grelhadas em churrasqueiras, a base de carvão ou lenha. No estado de Santa Catarina, o interior é de forte influência alemã, e no litoral a presença portuguesa, onde é grande a utilização de peixes marinhos, camarões, e ostras. A comida tradicional do estado do Paraná é o barreado, carne cozida com legumes em panelas de barro, por vezes colocadas debaixo da terra para cozinharem sob o calor de lenha ou carvão, e comida com farinha de mandioca. O pinheiro de araucária produz o pinhão, alimento muito presente na cozinha paranaense. É consumido de várias formas: cozido, assado, e pode ser saboreado com sal, açúcar, mel ou melado. No estado são comuns festas tradicionais que envolvem um preparo específico da comida, como o Boi no Rolete, Carneiro no Buraco e o Leitão Maturado. Os pratos são sempre carregados de muita carne bovina e de vinhos, por conta da grande imigração italiana, que tem forte influência nos pratos. O sul foi habitado por muitos povos, por ser uma região com um clima mais próximo de certos países. Entre esses imigrantes estão os uruguaios, argentinos, açorianos, espanhóis, alemães, italianos, poloneses, ucranianos, que trouxeram suas comidas e adicionaram uma diversidade a gastronomia local. Folclore e superstições alimentares[editar] A maioria das superstições brasileiras à mesa tem origem portuguesa.47 Algumas tribos indígenas evitavam apenas comer seus animais totem e os escravos tinham o costume de não deixar restos de comida no prato para que não pudessem ser utilizados por seus inimigos.47 A base das restrições envolve a mistura de comidas e a ingestão de bebidas após certos alimentos.48 A salada de frutas, por exemplo, era mal vista devido a isso.49 Da mesma forma, a ingestão de cachaça após certos alimentos como leite, mangas, melancias, bananas e farinha,50 ou o leite com pinhas, banana-anã, jacas e principalmente, mangas.50 O leite, aliás, por ser visto como um alimento completo não necessitaria de outros e por isso a mistura faria mal à saúde.51 Outras restrições envolvem o comer em excesso52 que causaria doenças, como o consumo da cana-de-açúcar e de melancias ao sol e ainda outros alimentos teriam efeitos medicinais, como a cachaça que cortava os efeitos da gripe e dos resfriados53 e as frutas cítricas.54 Algumas crenças envolviam o credo religioso católico, quando evitavam falar "nomes feios" à mesa,55 comer despido,55 ou de chapéu,55 por acreditar que fosse uma ofensa a Jesus, ao Anjo da Guarda ou a algum santo que estivesse presente durante as refeições.56 Ainda devido a religião era o tabu dos treze convivas à mesa,55 isso porque durante a Última Ceia, havia treze pessoas à mesa.57 Aquando da utilização do fogão à lenha algumas superstições envolviam o acendimento e o apagamento da chama. Por exemplo, a utilização de papel para acender o fogo, fazia com que a comida ficasse sem sabor.58 Não se devia apagar o fogo com água,59 ou pisando-se sobre as brasas,58 nem acendê-lo pelo meio59 ou atiçá-lo com objetos metálicos.59 Jogava-se alho ao fogo para afugentar o diabo quando o fogo estivesse soltando faíscas.59 Durante o preparo, há ainda a crendice da boa e da má mão.60 Ter boa mão é preparar a comida com qualidade, de forma rápida.60 Culpa-se a má mão quando não se acertam os temperos ou o preparo.60 Ainda outras crenças envolvendo o preparo incluem o mexer a comida em uma única direção e por uma única pessoa59 e a proibição de bater na borda da panela com a colher o que poderia ameaçar o preparo, "fazê-lo desandar".59 Bebidas[editar] Caipirinha, feita somando-se cachaça, açúcar, gelo e limão. As bebidas alcoólicas indígenas e africanas não eram destiladas, apenas fermentadas.61 Havia por sua vez, três principais bebidas consumidas na África: o vinho da palma da palmeira do dendê; uma mistura de sementes, do sorgo e de milhetos amassados; e uma feita de milho.62 Com a criação da indústria do açúcar, os portugueses criaram também a indústria do álcool no Brasil.63 Para beber água os indígenas dirigiam-se a fontes, riachos e poços64 e além de bebidas refrescantes feitas somando-se frutas, como o aluá e o açaí, faziam bebidas alcoólicas mascando mandioca, milho e batatas cozidas e deixando-os fermentar, após o quê a massa era fervida65 tarefa, entretanto, exclusiva das mulheres. As bebidas alcoólicas eram utilizadas em rituais para consumo em grupo. Cada cabana produzia a sua bebida e os indígenas iam de cabana em cabana bebendo em épocas de colheita.66 Também não costumavam beber enquanto comiam.64 Cachaça. Entre o século XVII e o início do XVIII, a borra da cana recebia o nome de cagassa ou cachassa, nome de origem espanhola,67 país onde a borra do vinho recebia esse nome. Com a abundância dessa sobra do processo de produção do açúcar, os portugueses cogitaram destilá-la à imitação das técnicas de produção do rum e da tafia ou ratafia, bebida consumida na América Central.68 O nome se popularizou na segunda metade do século XVIII69 e já no século XIX havia inúmeros pequenos engenhos espalhados pelo país para a fabricação de rapadura e aguardente.69 As bebidas mais populares eram, por exemplo, a sangria, mistura de vinho com açúcar e água70 e os licores de técnica local ou importados da França e de Portugal e que só ganharam prestígio no Segundo reinado, quando eram servidos ao fim dos jantares da aristocracia.71 Outras bebidas foram introduzidas no país acompanhando os estrangeiros, com a abertura dos portos em 1808.72 A cerveja tornou-se comum no século XIX, mas havia sido introduzida no país desde fins do século XVIII.72 Havia diversas cervejarias a princípio nas cidades litorâneas, mas depois nas maiores cidades e a Antártica e a Brahma foram fundadas em 188573 e 1888 respectivamente. Era consumida apenas em bares e botequins até a popularização da geladeira.71 O café, cafezinho, demorou a se popularizar74 sendo consumido a princípio como remédio ou sedativo.74 Formou-se o hábito de ser servido para visitas, preparado na hora e também tomado em padarias e confeitarias. Queijos[editar] Queijo minas frescal. Diversos tipos de queijos são produzidos exclusivamente no Brasil. As características variam entre os diferentes estados do país em função, sobretudo, do clima, tipo de solo e alimentação do gado, que provoca mudanças sutis na qualidade do leite. Os métodos de produção diversificados também fazem com que essa tipologia seja ainda mais evidente. Dentre os principais queijos típicos do país, pode-se citar: Queijo de Colônia ou Colonial: Queijo levemente picante e saboroso, produzido no estado do Rio Grande do Sul, principalmente no setor da serra gaúcha. Queijo-do-reino: Queijo esférico de superfície vermelha, com alto teor de gordura muito consumido no Sudeste e em algumas áreas do Nordeste do país. Queijo prato: Queijo amarelado, facilmente fatiável, consumido em praticamente todo o território nacional. Muito utilizado em sanduíches. Queijo coalho: Queijo pasteurizado, fabricado no nordeste do país, sendo muito apreciado na forma de espetos assados na brasa. Muito consumido em churrascos nas regiões Nordeste e Sudeste. Queijo Minas: Queijo cru, composto de leite, sal e coalho, normalmente produzido no sul de Minas Gerais. Muito consumido durante o café da manhã. Queijo de Trança: Queijo branco, possui a forma de trança que lhe dá o nome. Tem sabor semelhante ao mussarela e uma textura formada por fios. Requeijão Cremoso: Queijo pastoso, produzido a partir da gordura do leite, usado para acompanhar pães, torradas ou outros pratos. Requeijão do Norte ou Queijo Manteiga: Queijo cozido, amarelado de casca um pouco mais dura, encontrado no Rio Grande do Norte e no norte de Minas Gerais. Referências

    terça-feira, 18 de junho de 2013

    Rocambole de carne moída com queijo e presunto INGREDIENTES 600 g de carne moída 1 pacote de creme de cebola 1 ovo 1/2 xícara de farinha de rosca 6 fatias de presunto 6 fatias de queijo prato Orégano a gosto (opcional MODO DE PREPARO Misture a carne moída com o creme de cebola, o ovo e a farinha de rosca Abra um pedaço de papel laminado de mais ou menos 50 cm em uma mesa, abra a massa de carne moída sobre o papel laminado até forma um retângulo não muito fino Coloque as fatias de presunto e as de queijo Enrole o rocambole com a ajuda do papel laminado Com o mesmo papel laminado, cubra o rocambole e leve ao forno Asse o rocambole por 20 minutos, coberto pelo laminado Abra e deixe assar mais um pouco até dourar Acompanhe com batatas douradas

    domingo, 16 de junho de 2013

    BOM DIA COM UM FRIO DESTE MERESEMOS ALGO QUENTE  NO ALMOÇO QUE TAL UMA FEIJOADA DELICIOSA

    Feijoada completa


    INGREDIENTES

    • 5 kg de feijão preto
    • 1,5 kg de bacon 1
    • 1,5 kg de pé é rabo
    • 1,5 kg de charque
    • 2,5 kg de lombo defumado
    • 2 kg de costelinha defumada
    • 2 kg de lingüiça semi defumada
    • 1,4 kg de paio
    • 0,8 kg de lingüiça calabresa
    • 2 kg de pernil fresco
    • Alho 2 cabeças de alho
    • Cebola 1 kg de cebola
    • 1 pimentão vermelho 1
    • 3 doses de cachaça
    • 1 maço de salsinha
    • 1 maço de cebolinha
    • 3 pimentas malagueta
    • 5 folhas de louro
    • 20 cravos da índia
    • 2 laranjas persa
    • MODO DE PREPARO

      1. Com 2 dias de antecedência, cozinhar as carnes separadas salgadas (rabo e pé), charque, lingüiças (lingüiça, paio, calabresa), defumadas (lombo, costelinha) e dessalgadas (pernil)
      2. Separar os caldos das carnes e levar ao freezer
      3. Após congelar, retirar a parte de cima, que é a gordura que se forma nestes molhos
      4. Cozinhar o feijão em panela de pressão, deixando por 15 minutos após a sua fervura e separar
      5. No dia do preparo, fritar primeiramente o bacon cortado em cubos até ficarem bem secos
      6. Bater no liquidificador os dentes de alho, 2 cebolas, cachaça, as pimentas e 2 colheres (sopa) de sal
      7. Cortar o pimentão em pedaços pequenos e juntar ao bacon
      8. Depois, juntar os temperos batidos na panela e deixar por alguns minutos, refogando bem
      9. Juntar o feijão ao tempero
      10. Dar cortes verticais nas laranjas e juntar ao feijão
      11. Colocar os cravos em uma cebola inteira e juntar ao feijão
      12. Acrescentar aos poucos os caldos que foram utilizados para a fervura das carnes, de preferência, uma maior quantidade das menos gordurosas, apurando o tempero do feijão
      13. Juntar as carnes cortadas e deixar ferver
      14. Sempre mexer de leve, arrastando a colher no fundo da panela para não deixar agarrar
      15. Após deixar ferver bem, corrigir o tempero acrescentando sal e pimenta, se for necessário
      16. Ao servir, retirar as laranjas e a cebola com os cravos
      17. Como acompanhamento, arroz branco, farinha (fritar 1 kg em 1 tablete de manteiga), couve na manteiga e alho e laranja

    sexta-feira, 14 de junho de 2013


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    Os efeitos do álcool
      
    Apesar de o álcool possuir grande aceitação social e seu consumo ser estimulado pela sociedade, este é uma droga psicotrópica que atua no sistema nervoso central, podendo causar dependência e mudança no comportamento.

    Quando consumido em excesso, o álcool é visto como um problema de saúde, pois este excesso está inteiramente ligado a acidentes de trânsito, violência e alcoolismo (quadro de dependência).

    Os efeitos do álcool são percebidos em dois períodos, um que estimula e outro que deprime. No primeiro período pode ocorrer euforia e desinibição. Já no segundo momento ocorre descontrole, falta de coordenação motora e sono. Os efeitos agudos do consumo do álcool são sentidos em órgãos como o fígado, coração, vasos e estômago.

    Em caso de suspensão do consumo, pode ocorrer também a síndrome da abstinência, caracterizada por confusão mental, visões, ansiedade, tremores e convulsões.

    Classificação dos tipos de bebedores e doses:

    1.Bebedor Discreto ("bebedor social"): Ingere memos de 212 gramas de álcool por mês.

    2.Bebedor Moderado: Ingere de 212 a 540 gramas / mês.

    3.Bebedor Excessivo: Ingere mais de 540 gramas / mês. a. Doses até 99mg/dl: sensação de calor/rubor facial, prejuízo de julgamento, diminuição da inibição, coordenação reduzida e euforia;

    b. Doses entre 100 e 199mg/dl: aumento do prejuízo do julgamento, humor instável, diminuição da atenção, diminuição dos reflexos e incoordenação motora;

    c. Doses entre 200 e 299mg/dl:
     fala arrastada, visão dupla, prejuízo de memória e da capacidade de concentração, diminuição de resposta a estímulos, vômitos;

    d. Doses entre 300 e 399mg/dl: anestesia, lapsos de memória, sonolência;

    e. Doses maiores de 400mg/dl: insuficiência respiratória, coma, morte.

    Como o álcool ingerido chega até o cérebro ?
    Quando ingerimos o etanol, ele é rapidamente absorvido no trato gastrointestinal, sendo uma quantidade substancial já absorvida ao nível do estômago. Atinge concentração sanguínea máxima em 1 hora e depois é oxidado no fígado por enzimas chamadas desidrogenases alcoólicas, transformando-se em aldeído acético. Ao atingir o sangue, circula até o sistema nervoso que inclui o cérebro, medula espinhal e nervos periféricos.

    Qual a ação do álcool no cérebro?

    O etanol possui ação puramente depressora sobre as células nervosas, diminuindo os impulsos nervosos. Pode causar efeitos mínimos quando a concentração sanguínea é mínima, em torno de 46 mg / 100 ml de sangue, pode levar ao coma com concentrações em torno de 300 mg / 100 ml e até mesmo à morte quando atinge concentrações em torno de 500 mg / 100 ml.

    Se o álcool deprime o cérebro, porque quando bebemos, no início há desinibição, euforia?
    Porque em pequenas quantidades o etanol inicialmente possui efeito depressor sobre os neurônios dopaminérgicos do sistema límbico ( região do cérebro responsável por nossos sentimentos e emoções). Esses neurônios inibem algumas de nossos sentimentos e emoções e portanto ação depressora do álcool sobre neurônios inibitórios leva à excitação, desinibição, euforia. Ao continuar ingerindo álcool o mesmo atinge também outras áreas do cérebro, com ação predominantemente excitatória e a partir daí começa haver inibição, sonolência, torpor e até coma.

    O álcool pode alterar os reflexos neurológicos e portanto levar à acidentes, caso a pessoa dirija após beber?
    O álcool tem ação depressora sobre o cérebro e pode causar sonolência, desatenção, desconcentração e eventualmente desmaios o que pode acarretar tragédias no trânsito caso a pessoa dirija após ingestão de bebidas alcoólicas. Em um estudo realizado nos eua em motoristas urbanos, envolvidos ou não em acidentes de trânsito, concluiu-se que:
    – com dosagens sanguíneas de 80 mg / 100 ml há aumento de 4 vezes na probabilidade de ocorrer acidentes;
    – com dosagens de 150 mg / 100 ml há aumento de 25 vezes na chance de ocorrer acidentes.

    No reino unido, por exemplo, é ilegal dirigir com uma concentração sanguínea de etanol superior à 80 mg / 100 ml.

    Quais as complicações que o álcool pode causar no sistema nervoso?
    As complicações podem ser de 2 tipos:
    – as agudas: que são decorrentes da ingestão excessiva e isolada de álcool;
    – as crônicas: decorrentes da ingestão excessiva e freqüente (diária) de álcool ao longo de meses ou anos.

    Dentre as complicações agudas que ocorrem no snc, podemos destacar a chamada intoxicação alcoólica aguda, que clinicamente pode se manifestar como:
    1) intoxicação patológica: é uma situação onde o indivíduo após ingerir bebida alcoólica torna-se irracionalmente furioso, violento, destrutivo.
    2) "blackout": ocorre uma lacuna de memória em que o indivíduo não se lembra de eventos e ações ocorridas durante um período de bebedeira, durante o qual o seu estado de consciência parecia adequado.
    3) coma: emergência médica onde o indivíduo pode apresentar insuficiência respiratória sendo necessário entubação e ventilação mecânica para evitar lesões cerebrais definitivas e seqüelas.

    Quais são as complicações neurológicas decorrentes do alcoolismo crônico?

    Abstinência alcoólica: inicia-se 6 a 24 h após a abstinência absoluta ou relativa da ingestão de álcool. Caracteriza-se por ansiedade, inquietação, irritabilidade, insônia, tremor, aumento da frequ~encia cardíaca, aumento da pressão arterial, aumento da transpiração corporal e da temperatura. No segundo ou terceiro dia há alucinação, desorientação no tempo e espaço, confusão, delírio, agitação, taquicardia, sudorese, hipertermia, caracterizando o "delirium tremens (d.t.)", que geralmente melhora após 3 ou 4 dias. Em casos mais graves pode haver distúrbios metabólicos, desidratação, convulsões e até mesmo óbito.

    – Síndrome de Wernicke-Korsakoff: Caracteriza-se por desorientação, confusão, amnésia, dificuldade para deambular e confabulação. Pode iniciar-se de forma aguda (horas ou dias) e às vezes subaguda ( semanas), após a ingestão excessiva de álcool.

    – Demência Alcoólica:
     É um quadro de origem multifatorial (Efeito tóxico direto do etanol sobre os neurônios, traumatismo craniano, deficiência nutricional), mostrando sinais de lesão nos Lobos Frontais do cérebro e alterações da personalidade. Caracteriza-se por apatia, tendência à mentira, redução da capacidade de julgamento, perda do interesse pelo ambiente e pela sua aparência, perda das habilidades viso-espaciais e da memória.

    – Miopatia: O alcoolismo é uma das causas mais comuns de lesão de células musculares esqueléticas e excreção de mioglobina (proteína existente nos músculos) pelos rins levando à uma miopatia que é caracterizada por dor intensa, câimbras musculares, necrose muscular. Pode ainda levar à lesões renais e insuficiência renal.

    – Polineuropatia periférica: É o acomentimento de nervos periféricos, geralmente dos membros inferiores, causando dormência, diminuição da sensibilidade, sensação de choque, queimação, e até anestesia nos pés e mãos, podendo levar à lesões nestes órgãos por redução da sensibilidade táctil, térmica e dolorosa.

    Essas lesões no snc são reversíveis caso haja interrupção da ingestão de álcool?

    Depende do tipo, da extensão e do grau da lesão. A miopatia e a polineuropatia são exemplos de problemas que podem melhorar após a interrupção do alcoolismo, porém quase todas as outras lesões melhoram em maior ou menor grau com o tratamento adequado e interrupção da ingestão de álcool.

    O que a grande maioria das pessoas que bebem não sabem, é que o maior problema com o álcool são os efeitos psicológicos causados por ele.

    A bebida alcoólica pode interferir drasticamente no funcionamento da memória, fato que ocorre freqüentemente com pessoas que bebem exageradamente por um longo período de tempo. Esta interferência faz com que as pessoas dominadas por este vício percam completamente sua capacidade de armazenar suas memórias recentes. Esta condição é conhecida como síndrome de Korsakoff, e pode ser muito perturbadora.

    Além disso, o álcool também prejudica a capacidade de julgamento, ou seja, independente da pessoa ter bebido muito ou pouco, ela apresentará falhas em sua coordenação motora que geralmente não apresentaria se estivesse sóbria; contudo, ela terá a sensação de que nada lhe sai do controle. O fato acima explica claramente o porquê de muitos acreditarem que estão em condições de dirigir mesmo após terem bebido. Porém, este é um grande erro, pois se aqueles que bebem, inclusive em pequenas doses, não conseguem perceber nenhum de seus erros, certamente serão incapazes de perceber seus erros ao dirigir, e estes, podem ser fatais.

    Embora ainda seja visto por muitos como um vício, o alcoolismo é uma doença. Uma terrível e fatal doença, colocada pela Organização Mundial de Saúde como um flagelo imediatamente abaixo do câncer e dos distúrbios cardíacos, entres as causas mais freqüentes em óbitos em todo o globo terrestre.

    Algumas doenças provocadas pelo consumo de álcool: cirrose hepática, hepatite, fibrose, anemia, aumento de pressão sangüínea, lesões no pâncreas e estômago, entre outras. Finalmente, o abuso e a dependência do álcool causam problemas emocionais e sociais. Como o álcool afeta os centros emocionais no sistema límbico, os alcóolicos se tornam ansiosos, depressivos e até mesmo suicidas. Os efeitos emocionais e físicos do álcool podem contribuir para problemas conjugais e familiares, incluindo violência doméstica, bem como problemas relacionados ao trabalho, como faltas excessivas e fraco desempenho.

    Embora o alcoolismo tenha efeitos devastadores no ambiente social e na saúde de uma pessoa, há tratamentos médicos e psicológicos para solucionar o problema.
       
      
       

    Efeitos danosos do álcool no cérebro



    Como o álcool age no corpo?

    por Yuri Vasconcelos
    como-o-alcool-age-no-corpo

    É no intestino que 75% das moléculas de etanol passam para o sangue
    1. O principal ingrediente das bebidas alcoólicas é a molécula de etanol. Assim que a pessoa toma um gole, uma pequena parte dessas moléculas já começa a entrar na corrente sanguínea pela mucosa da boca
    2. Pelo esôfago, a bebida chega ao estômago. Até deixar esse órgão só 25% do etanol entrou no sangue. O resto só cai na corrente sanguínea quando a bebida chega ao intestino delgado - órgão cheio de vasos e membranas permeáveis
    3. São necessários de 15 a 60 minutos para todas as moléculas de etanol entrarem na circulação e se espalharem pelo corpo. Esse tempo depende de fatores como a presença de comida no estômago e a velocidade com que a pessoa bebeu
    4. Quando cai no sangue, as moléculas de etanol são transportadas para todos os tecidos que têm células com alta concentração de água - órgãos como cérebro, fígado, coração e rins
    5. No fígado 90% das moléculas de etanol são metabolizadas - quebradas em partes menores para facilitar sua eliminação. Ele processa por hora o equivalente a uma lata de cerveja. Acima disso, o etanol passa a intoxicar o organismo e causa os efeitos mostrados no infográfico da outra página
    Os efeitos nos órgãosAção nos rins aumenta a produção de xixi em 50%
    No cérebro
    1. Quando o etanol carregado pelo sangue chega ao cérebro, ele estimula os neurônios a liberar uma quantidade extra de serotonina. Esse neurotransmissor - substância que leva mensagens entre as células - serve para regular o prazer, o humor e a ansiedade. Por isso, um dos primeiros efeitos do álcool é deixar a pessoa desinibida e eufórica
    2. Se a pessoa segue bebendo, outros dois neurotransmissores são afetados. O etanol inibe a liberação do glutamato, que por sua vez regula o GABA. Sem o controle do glutamato, mais GABA é liberado no cérebro. Como esse neurotransmissor faz os neurônios trabalhar menos, a pessoa perde desde a coordenação até o autocontrole
    No estômago
    1. O etanol das bebidas irrita a mucosa do estômago, dificultando a digestão e aumentando a produção de ácido gástrico no órgão. Isso gera aquela sensação de enjôo e mal-estar dos "breacos" prestes a chamar o Hugo...
    2. O vômito funciona como um mecanismo de autodefesa, comandado pelo cérebro, contra a ação agressiva do álcool no estômago. A pessoa se sente mais aliviada após vomitar porque termina a irritação da mucosa pelas moléculas do etanol
    Nos rins
    Quem bebe tem mais vontade de fazer xixi. E isso não rola só pela quantidade de líquido ingerido. O etanol age na hipófise, uma glândula no cérebro. Lá, ele inibe a produção de um hormônio que controla a absorção de água pelos rins. Com menos líquido absorvido, mais urina é eliminada, como mostra a comparação ao lado
    No coração
    Na ação do álcool nos rins a gente explica por que quem bebe faz muito xixi. E um efeito colateral do excesso de urina acaba atingindo o coração. É que pelo xixi são eliminados minerais como magnésio e potássio que ajudam a manter o batimento cardíaco. Durante e após uma bebedeira o ritmo do coração pode apresentar alterações
    De gole em goleDuas latinhas de cerveja já provocam os primeiros sintomas no cérebro
    Levamos uma hora para processar 14 mg de álcool, o equivalente a:
    350 ml de cerveja ou
    150 ml de vinho ou
    40 ml de uísque
    QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 30 mg
    EFEITOS NO CORPO - Sensação de euforia e excitação. São os primeiros efeitos no cérebro
    QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 50 mg
    EFEITOS NO CORPO - Redução da coordenação motora e alteração de humor. É o início da fase 2 de ação no cérebro
    QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 60 mg
    EFEITOS NO CORPO - No Brasil, é proibido dirigir acima desse limite de álcool no organismo
    QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 100 mg
    EFEITOS NO CORPO - Diminuição da concentração, piora dos reflexos e perda de equilíbrio
    QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 200 mg
    EFEITOS NO CORPO - Náusea e vômitos - olha o estômago se "irritando"... Fala arrastada e visão dupla
    QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 300 mg
    EFEITOS NO CORPO - Sensação de anestesia, lapsos de memória e sonolência
    QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 400 mg
    EFEITOS NO CORPO - Insuficiência respiratória, coma e até possibilidade de morte